Homenagem ao Dr. Helio Lemos de Oliveira



A idéia de homenagear o Dr. Helio Lemos de Oliveira com a construção do prédio que abriga as Clínicas Fratelli e Renos surgiu de conversas entre os irmãos Frederico, Henrique e Luciano que seguindo os passos do pai Hélio Lemos de Oliveira também abraçaram a Medicina. Salientamos a concordância da Dra. Anna Paula Carelli de Oliveira, que gentilmente concordou com a homenagem.

Helio Lemos de Oliveira é filho de Juventino Lemos de Oliveira e de Hermenegilda Ferreira Lemos, nasceu em Taubaté no dia 19 de fevereiro de 1932 na fazenda dos Remédios, sendo o caçula de dez irmãos. Seus pais Juventino e Hermenegilda nasceram nas cidades de Ventania (atual Alpinópolis) e Carmo do Rio Claro, vieram para Taubaté com o objetivo de proporcionar estudos a todos os seus filhos. Assim moraram na Rua Rebouças de Carvalho n° 143. Seu Juventino era fazendeiro e em 1938 com a presença de padre, prefeito e delegado inaugurou o primeiro banheiro de “banhar gado”na sua fazenda.

Seus estudos primários e secundários se realizaram em Taubaté (Grupo Lopes Chaves e Colégio Estadual Monteiro Lobato) e o curso superior em medicina na cidade do Rio de Janeiro na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ), tendo se formado no ano de 1958.

Enquanto cursava a faculdade freqüentou a quinta cadeira de clínica medica do Prof. Magalhães Gomes na Santa Casa de Misericórdia onde se tornou bolsista e também no SAMDU, pronto socorro no Hospital Rocha Faria e na Maternidade Fernando Magalhães. Se tornou especialista em pediatria e puericultura no Instituto de Pediatria da Universidade do Brasil na Ilha do Fundão.

Estagiou no Hospital Menino Jesus passando pelos serviços de otorrinolaringologia, ortopedia infantil e nutrição alimentar do recém-nascido, também estagiou no serviço de toxicose (compreendia hidratação da criança e doenças infectocontagiosa).

Voltou para Taubaté em 1960 onde iniciou atividades em consultório particular, trabalhando também no Departamento Estadual da Criança no hospital Bom Jesus de Tremembé e fazendo parte do corpo clínico do Hospital Santa Isabel (atual Hospital Universitário da Universidade de Taubaté), desenvolvendo atividades na área da pediatria, na maternidade e no berçário. Trabalhou também como médico perito e posteriormente assumiu a função de chefe da pericia médica do INPS do Vale do Paraíba (1986 – 1998).

Em 1970, ajudou a criar a Faculdade de Medicina de Taubaté, onde trabalhou como professor e assistente na cadeira de pediatria.

Participou da criação da Unimed de Taubaté.

Pertenceu ao Rotary Clube de Taubaté por vinte e oito anos, sendo seu Presidente nos anos rotários 72/73 e durante a sua presidência criou o Rotarac Rural localizado no Bairro do Registro em Taubaté.

Cursou Teologia Geral e Sacramental na Faculdade Dehoniana.

Se casou com Maria Magda Vilela de Oliveira em 1962, com quem tem três filhos, Frederico, Henrique e Luciano, todos médicos e casados com Maria Conceição, Maria Cristina e Anna Paula. Atualmente tem 06 netos.

Mensagem

Nasci filho de fazendeiro e mãe doméstica, na zona rural de Taubaté onde fui criado e trabalhei na roça até os meus vinte anos. Do meu pai e da minha mãe herdei a simplicidade, não ter vergonha do trabalho e valorizar as pessoas; saí de Taubaté cidade na época com mais ou menos 45 mil habitantes com vinte anos de idade e fui em busca do meu sonho na cidade do Rio de Janeiro.

Lá realizei meu sonho, me formei médico em 1958 na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil na turma do sesquicentenário da medicina do Brasil.

A partir de então, comecei a viver a aventura mais maravilhosa que eu pude encontrar: exercer a medicina. A arte de fazer o bem sem olhar a quem. No decorrer desses cinqüenta e quatro anos exercendo a medicina o que me deixou mais feliz foi poder ajudar as famílias em momentos difíceis, muitas vezes perdi a batalha para a doença em outras consegui vencer, mas em todas as batalhas pude ver nos olhos dos pais e das mães o reconhecimento pelo meu esforço em curar seu filho.

Por outro lado conheci pessoas admiráveis, filhos, pais e mães.que me ensinaram coisas maravilhosas. Em silêncio aprendi a ouvir as crianças, observar seus gestos o que me ajudou muito na profissão.

Com o falar, tentei orientar os pais a construírem famílias onde seus filhos pudessem crescer em um ambiente equilibrado com harmonia e amor.

Vejo que hoje em dia, as crianças estão com excesso de atividades e com isto não têm mais tempo para brincar; por esta razão elas são inquietas e agitadas, o que torna difícil adentrar ao seu mundo e exercer alguma influência. Os meios de comunicação (TV, internet), a ausência dos pais nos lares, contribuem também para isto, levando as crianças a sentir que são pouco amadas, abandonadas e desta maneira reagem simulando doenças, fazendo xixi na cama etc...

Hoje em dia é muito comum uma menina de 2 ou 3 anos ir ao cabelereiro, usar batom e salto alto; estão pulando etapas ou melhor adultizando as crianças. Não concordo, sinto que a tecnologia é importante, mas as relações familiares, como a conversa, os passeios e as brincadeiras entre pais e filhos são mais importantes.